Migalhas de pão

Aos pedacinhos parece mais…

ai… ai… April 25, 2007

Filed under: Integral — filipe macieira @ 12:17 am

Estou estafado, Migalhinhas. Completamente. E a culpa é da mãe; só da mãe. Porque ela é demasiado para mim: demasiado linda, demasiado doce, demasiado perfeita. E inunda-me de amor. Várias vezes seguidas: ontem foram dez, mas podiam ter sido onze, doze, treze.

E foi tão lindo. Assim, abraçadinho. A mamã chorou; o papá chorou. A mamã riu; o papá também riu. Sempre abraçadinhos, a sussurrarem coisas lamechas.

O papá está feliz. E a culpa é da mamã. :)

 

Feita de sol e de açúcar April 20, 2007

Filed under: Biju — filipe macieira @ 2:51 am

A mamã ontem estava deslumbrante. Divina. Bela. Resplandecente. Linda. De morrer.

Não dá para resistir. Ainda bem que fica comigo. Um tempão enorme.

 

6h24 April 18, 2007

Filed under: Biju — filipe macieira @ 5:26 am

E ainda não acabei o trabalho. Os textos, esses, felizmente estão todos. Incluindo o meu. Os preparativos para futuros trabalhos também já foram tratados. Está quase tudo feito. Mas foram quase 7h24 minutos à frente do computador. Estou cansado. Mesmo cansado.

E apesar de tudo só me apetece dizer: gosto de ti.

Muito.

 

April 15, 2007

Filed under: de Uva — filipe macieira @ 10:21 pm

O papá é feliz. Porque o papá tem uma vida óptima. O papá faz coisas que adora, tem tempo (ou vai tendo, pelo menos) para as coisas mais importantes e tem uma namorada de sonho (sim, já estamos casados mas continuamos namorados). O papá gosta da namorada – e gosta do resto. Mas o ‘resto’ não seria tão bom se não houvesse namorada. Sim, o papá é feliz. Imenso.

E com isto torna-se insuportável cada momento em que a mamã está triste. O papá queria que a mamã partilhasse da sua felicidade; queria que ela acordasse (como ele) todos os dias com um sorriso, que ela se divertisse o tempo todo e que estivesse absoluta e completamente satisfeita com a vida que tem (como ele, aliás).

Diz à mamã para ser feliz comigo, sim? Sim não sim?

 

Mais açúcar! April 13, 2007

Filed under: de Forma — filipe macieira @ 2:29 am

E o papá conseguiu a inimitável proeza de se chatear com a mamã em dois dias seguidos. No primeiro foi mais chato; por momentos o papá pensou que a coisa pudesse mesmo tornar-se excessivamente séria (o que, com a mamã, não é nunca de arriscar). No segundo não houve tanto espalhafato mas, ainda assim, não escapei completamente a alguns coriscos de ranho.

O problema é sempre o mesmo. Mas manifesta-se de diferentes formas. A mamã não sabe o quanto eu gosto dela.

P.S.- No meio disto tudo, ainda não nasceste. Tem calma, o teu tempo vai chegar. :)

P.S.2- Quero mel, não ranho!

 

Farricocos e Custos de Oportunidade April 6, 2007

Filed under: de Deus — Filipa Andrade @ 11:58 pm

Tu já sabes que a mamã é tola por Farricocos. Antes de conhecer o papá… uiii, antes ainda  de ser crescida. Desde que o senhor Torres, empregado no Copa Cabana – afamado café bracarense entretanto fechado ao público, me contou que participava na procissão da quinta-feira Santa como farricoco, passei a frequentar assiduamente este ritual regilioso.

Não sabes o que são Farricocos? Pois não, porque a mamã ainda não te levou a ver esta procissão que acontece invariavelmente a todas as quintas-feiras antes da Páscoa (se não chover muito, claro). É que quando a mamã era assim pequenina tinha medo. Por isso a mãe vai esperar que cresças um pouco mais, sim Migalhinhas? Por enquanto explica como são.

Os Farricocos são homens que se vestem com umas túnicas pretas, com uns carapuços pretos também, que acabam em bico. Só têm uma abertura nos olhos e andam descalços pela rua. Quer dizer, os mariquinhas levam sandálias. Abrem a procissão com o barulho de uma espécie de reco-reco (aquilo tem um nome específico, mas o que se passa é q eu não sei qual é), e com a luz de umas lanternas que quase caem em cima das pessoas.

Este ano o papá quis ir com a mamã. Ele ODEIA coisas religiosas. Mas a mamã não sabia, até porque ele no ano passado estava lá a ver. Estava com “ela fisgada”. Então, lá fomos. O papá tomou banho à pressa, cortou a barba, sangrou ao pé do lábio, não jantou, não viu o Benfica, e quando finalmente entramos num café para ele comer qualquer coisa, o jogo acabou. Pelo croissant com fiambre e queijo ainda pagou um balúrdio!

Fomos para um lugar especial, aquele do ano passado. Mas os avós resolveram ir para o mesmo sítio. Conclusão, beijinhos condicionados. Também já havia pessoas na nossa frente. E para piorar a escolha do local, quando os cavalos passaram para criar espaço para a procissão passar, fizeram questão de nos presentear com aquilo que de mais profundo traziam nos intestinos. E mais não digo. Entretanto, um indivíduo com um aroma muito interessante a vinho tinto, resolveu encostar-se ao papá. E também apalpá-lo. E doíam as costas do papá, porque ele estava a apanhar uma valente seca. E a pensar nos custos de oportunidade. Que eram enormes. Mas mesmo assim ficou até ao fim. Apesar de detestar Farricocos.

Mas eles são o máximo! E o papá também.

 

Meter conversa April 3, 2007

Filed under: Biju — filipe macieira @ 2:57 am

Dois óptimos exemplos:

1. «Dá-me as músicas que tu ouves para eu me instruir um bocadinho»;

2. «És tão ranhosa»;

3. «Que aplicada, a passar o caderno todo…»;

:O

 

Hoje (ou ontem, porque já é dia 1 de Abril)… April 1, 2007

Filed under: Integral — filipe macieira @ 3:35 am

… eu tinha imensa coisa de que falar. Podia ter falado de ter feito hoje (ou ontem, consoante os gostos) um ano que a mamã entrou na minha vida. Uma entrada suave, quase aveludada, mas irresistível.

Podia ter falado da nossa discussão. Porque nós às vezes discutimos, chateamo-nos, irritamo-nos. Passa rápido, quase sempre; às vezes demora um pouco mais, 12 horas, um dia, vá lá, mas acaba invariavelmente por passar. A mamã às vezes chama a essas discussões problemas de comunicação. Eu até concordo nalgumas alturas; noutras penso que isso é um eufemismo para dizer: «olha, quero mimo».

Também podia ter falado das nossas lágrimas. Porque ela chorou de tristeza e eu de felicidade. É bonito (vá, eu pelo menos acho), mas se calhar não é bom tema para migalhar. Vamos esquecer, sim Migalhas?

Ah. É isso. Vou falar disso.

A mamã hoje disse sim.

E quando a mamã diz sim vai tudo correr bem, não vai?

P.S. I love her too much… :)